Federico Garcia Lorca

Verde que te quiero verde.
Verde - viento. Verdes ramas
El barco sobre la mar
y el caballo sobre la montaña.
Con la sombra en la cintura
ella sueña en su baranda,
verde carne, pelo verde.
com ojos de fria plata.
Verde que te quiero verde.
Bajo la luna gitana,
las cosas la están mirando
y ella no puede mirarlas.

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'' O estado de inspiração é um estado de recolhimento, mas não de dinamismo criador.
É preciso descansar a visão do conceito para clarificá-la.
Não acredito que nenhum grande artista trabalhe em estado febril.
Mesmo os místicos trabalham quando a inefável pomba do espírito Santo já abandonou suas celas e foi se perdendo pelas nuvens.
Retorna-se da inspiração como se retorna de um país estrangeiro.
O poema é a narração da viagem.
A inspiração da imagem, mas não o vestido.
E para vestí-la é preciso observar, com equanimidade e sem apaixonamento perigoso, a qualidade e a sonoridade da palavra. ''

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Aqui as coisas já são porque sim, sem efeito nem causa explicável. Já não há termos nem limites, admirável liberdade.

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